segunda-feira, 11 de maio de 2009

Começar a escrever

Espero que este seja um comço, um bom começo aonde eu possa coloar no papel, ou melhor, na ponta dos dedos batendo no teclado o que se passa em minha mente.
O fato de fazer isso ser tão difícil é por conta dos pensamentos serem muito mais rápidos do que os movimentos do nosso corpo, por mais que sua técnica de digitar seja extremamente rápida, nunca vai acompanhar o teu cérebro.
O que piora é que enquanto se está digitando, várias idéias e pensamentos passaram por você e não teve tempo de digitar todos eles como desejava.

Talvez outro fator importante para o tal ocorrido é o fato de estar sempre em movimento, uma pessoa com um metabolismo acelerado, tem tendências a ser hiperativa, e consequentemente disturbio de atenção, logo se pensa em volicidade mais alta, atropela a fala pois o pensamento está mais a frente, as vezes muito mais a frente e acaba digitando coisas que não fazem nenhum sentido concreto, como por exemplo mudar de assunto no meio da frase.

Está sendo difícil pra mim manter o foco neste assunto deste que eu já parei umas 3 ou quatro vezes para pensar no que eu estava pensando.

Mas o objetivo principal é colocar no blog os meus pensamentos, e não transpassar algum sentido para você leito/espectador.

Agora me encontro sentado em uma cadeira de faculdade na frente de um computador de faculdade me queixando da vida enquanto há vários outros colegas ao meu redo levando em frente a sua vida, apresentando o trabalho que eu não fiz, enquanto eu escuto um "esporro" da professora.
Me recuso a apresentar o trabalho que meu colega de grupo fez, pelo fato da nota ser individual e a apresentação do trabalho, ídem.

Meus colegas agora discutem quais trabalhos estão iguais ou não, sendo que não sei se foi copiado, pois eu não participei em nada na confecção do trabalho.

Sinto-me na vontade de sair daqui. Mudar-me para uma outra faculdade aonde a minha presenta já bastaria para receber a nota mínima e em tempo menor para a minha graduação me parece uma ótima idéia, mesmo a faculdade (Universidade desde 2 anos atrás) não ter grande nome (De fato a que estou já teve nome, e hoje em dia vive tentando restaurar o mesmo).

Idéias fluem em minha mente, tenho tantos projetos e trabalhos a parte da faculdade para fazer, mas a preguiça toma conta de tudo, já é difícil acordar as 6 da manhã para vir para a faculdade, se depender de mim ficaria deitado até meio dia e voltaria a dormir as 21.

Nada mais me alegra, nem as idéias futuras de trabalho, nem a faculdade, e nem saber que tenho potencial para fazer o que quiser, ser um grande empresário, sendo proprietário de 4 ou 5 empresas diferentes, de ramos diferentes, com objetivos direfentes. Meus objetivos de vida parecem tão embaçados que nada quero além de ficar em casa, dormindo, ou sair para algum lugar para fazer nada. Nem mais as baladas animadas e agitadas me animam.

Tenho saudade de amigos que continuam vivendo e levando as suas vidas, aonde eu fiquei para trás.

Fiquei para trás! Em todos os sentidos. Não me sinto mais grande, pelo contrário!
Ajudar amigos com problemas veem me ajudado a esquecer dos meus, mas como uma aminha minga disse ontem, ajuda a levantar o meu humor, mas não posso esquecer dos MEUS problemas, nem adiar para sempre, pois ninguém vai resolve-los para mim.
Mas sempre que me lembro deles, me encontro em uma situação de desgosto, má vontade para tudo.

Gostaria de ficar aqui escrevendo até o momento da minha aula acabar, mas já está chegando o intervalo e eu estava cansado de ficarolhando para o desktop do computador sem nem ter em mente algum site para me distrair.

E agora me sinto na extrema necessidade de sair no intervalo para fumar o meu cigarro, tomar o meu café e comer o meu pão de queijo de cada dia.

E assim eu vou gastando o meu dinheiro, com a gasolina do carro, café, cigarros (que está ficando cada vez mais caros) e pães de queijo todos os dias.

Quem sabe outro dia eu volte a escrever aqui na faltado que fazer não é?!






Será que isso é realmente depressão como foi diagnosticado por mim e por meus amigos?
(O recente esquecimento de palavras veem me atormentando também, pode ser por conta da minha alimentação vegetariana ou simplesmente falta de exercícios mentais [masturbação cerebral como diria a amiga de uma amiga minha...]).

Até o próximo episódio de minha vida mesquinha!

2 comentários:

Cynthia disse...

As pessoas fazem a vida parecer muito burocrática. Existe uma forma adequada de levá-la e entendê-la, de lidar com os outros e lidar consigo mesmo. Às vezes eu me pergunto quem estipulou esse destino.

Por que problemas precisam ser resolvidos? Aliás, em que momento, seja da história ou do que mais for, alguém decidiu o que seria um problema? Seria um desgosto? Seria um passo em falso, uma esquiva da vida certa que deveríamos levar?

A depressão vem de uma interpretação convencional da tristeza. Manter-se quieto e aceitar que se entristecer é ruim e que a felicidade se preenche com companheirismo, família, deus, casamento e outros convencionalidades. Ter uma vida "normal", enquanto se senta acreditando que está fazendo alguma coisa.

Alguma coisa seria se indagar. Se questionar quanto ao que seria mesmo certo, se todas as buscas deveriam agradar a um pré-texto desenvolvido em algum momento por alguma sociedade. Fugir disso seria se deslocar, se desprender das convenções e burocracias de (con)vivência. Talvez a felicidade venha do próprio auto-descobrimento, do entender que, apesar de bom, ter pessoas ao redor dizendo o que te faz feliz não é o que na verdade pode responder suas perguntas sobre a razão da pateticidade do cotidiano. Como saber o que se passa pelos outros? Acho que da gente, a gente entende, e os outros ficam para os outros. Fernando Pessoa sabia bem disso, ou se não sabia, finge bem (poeta fingidor). Afinal:

"Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo."

- Fernando Pessoa, 1934


Preencha seu tempo com livros.
Se você souber procurá-los, é quase um sexo louco. Alguns não te levam a nenhum lugar, mas talvez o orgasmo mental seja mais valioso do que um minuto perdido pensando no futuro.

Quiet_lady disse...

Fico triste em saber que uma pessoa tão legal como vc está estagnado em uma posição dessas.Agora que caio na real o quão importante é essa coisa da faculdade para vc.

Tenho agonia em ver as pessoas próximas a mim com esse tipo de problema. Principalmente quando o problema vem acompanhado de tanta importância e persistência que acaba levando a força de mudar as coisas.Para mim essa força é o elemento essencial, no seu caso, seria o que te distancia do destino dos seus amigos aqueles que conseguem "seguir com suas vidas".

Já estive nessa posição várias vezes, e ainda em piores, quando tinha força mas essa era usada contra mim mesma e daí sairam resultados nada agradáveis de se conviver...Mas um fato curioso que sempre ocorria, é que quando bem no final da minha paciência com a vida ...Alguém ou algo em especial aparecia do nada para me ajudar.

Foram pessoas que eu mal falava que me escutaram a noite inteira e me deram ótimos conselhos ou até um filme não muito popular na TV com uma ótima mensagem. Por isso mesmo que eu sempre falo que gosto de escutar as pessoas e seus problemas e com jeitinho tento ajudar. É meramente gratidão.

Que não seja eu ou seja. Mas desejo que algo assim te dê forças para lutar , ir a diante com os seus objetivos. Afinal, seria bem legal ter um programador bom em brasília. ^^ Quem sabe a gente faz uma empresa?

Forças pra vc moçinho =*